Integração dos Sistemas de Gestão Ambiental e de Segurança e Saúde Ocupacional da Monsanto do Brasil

A Omnia foi contratada pela Monsanto do Brasil - São José dos Campos para auxiliá-la na integração de seus sistemas de gestão ambiental e de segurança e saúde, bem como para migrar o sistema de segurança e saúde baseado no guia de diretrizes BS 8800:1996 para a norma OHSAS 18001:1999. O departamento responsável pela integração era o ESH (meio ambiente, segurança e saúde ocupacional) que posteriormente ficou responsável pela qualidade.

A Monsanto do Brasil é uma multinacional da área do agribussiness, fundada em 1975, que produz defensivos agrícolas, aditivos para borracha, poliestireno e fosfatos. Em 1997, a Monsanto dividiu-se em duas empresas distintas: Monsanto do Brasil Ltda. e Solutia Brasil Ltda. Desde então a Monsanto do Brasil dedica-se a atender o segmento de defensivos agrícolas. A fábrica de São José dos Campos, cuja área é de aproximadamente 800.000m2, foi estabelecida em 1976 e produz herbicidas, como o Roundup.

O sistema de gestão integrada (SGI) da Monsanto foi criado, inicialmente, para atender os requisitos das normas ISO 14001, OHSAS 18001 e Programa Atuação Responsável da Abiquim, sendo que no decorrer da integração o sistema de gestão da qualidade foi incorporado ao SGI.


A seguir descreveremos os pontos chaves da integração:

O esquema de documentação escolhido para o SGI foi o mesmo já existente no sistema de gestão ambiental (SGA), com a inclusão do quarto nível de documentos:

O manual do SGI seguindo a hierarquia de documentos foi dividido em 3 seções, conforme já estabelecido no SGA:

A novidade: as seções 2 e 3 do Manual foram dividas em subseções de modo a atender aos 6 Códigos do Programa Atuação Responsável da Abiquim, quais sejam:

1. Proteção Ambiental
2. Saúde e Segurança do Trabalhador
3. Diálogo com a Comunidade, Preparação e Atendimento a Emergências
4. Segurança de Processos
5. Gerenciamento de Produtos
6. Transporte e Distribuição

As funções de responsabilidade e autoridade do SGI foram definidas e demonstradas através do organograma do SGI e das matrizes de responsabilidade, adaptados do sistema de gestão ambiental existente.


Um passo importante para a integração dos sistemas foi a análise e revisão dos procedimentos e instruções de trabalho existentes de modo a eliminar duplicidade e documentos obsoletos. Nesse processo foram eliminados 94 documentos de um total de 180. Identificou-se também a necessidade de elaborar 28 novos documentos.

Foi verificado que, apesar de existirem várias ferramentas para identificação de perigos, não havia nenhuma que atendesse ao estabelecido no requisito 4.3.1 da OHSAS 18001. Era necessário estabelecer um procedimento para tal. A Monsanto já possuía um procedimento para a identificação de aspectos ambientais e avaliação de impactos. Havia então duas opções:

1. Continuar com o procedimento existente para identificação de aspectos e elaborar um para identificação de perigos e avaliação de riscos ou

2. Elaborar um procedimento conjunto para identificação de aspectos e perigos e avaliação de impactos/riscos.

A segunda opção foi a escolhida. Foi elaborado um novo procedimento unindo várias ferramentas já existentes na Monsanto.

Outro aspecto importante neste Case: foi desenvolvido pelo departamento de informática, com a orientação da consultoria, um programa eletrônico para identificação de aspectos ambientais e perigos e avaliação de riscos. Além do módulo para identificação de aspectos/perigos/avaliação de riscos foi criado também um módulo para legislação aplicável e análise de seu atendimento.

Esse programa permite aos usuários várias opções de pesquisa: por aspectos/perigos identificados, por atividade, pelo número de risco, pela legislação aplicável, etc.

Através da análise da documentação, verificamos também que para praticamente todos os aspectos/perigos havia uma instrução de trabalho ou procedimento estabelecido. Era necessário adaptar estes documentos ao novo modelo estabelecido e verificar se os controles existentes estavam efetivamente implementados. Isto foi feito através de "mini" auditorias pela equipe do ESHQ.

Outro ponto importante identificado foi que, apesar da maioria dos colaboradores/terceiros executarem suas tarefas de acordo com os procedimentos/instruções de trabalho estabelecidos, havia desconhecimento dos requisitos das normas aplicáveis, da política, dos objetivos e metas e do programa de gestão. Definiu-se então uma estratégia de treinamento baseada em multiplicadores. O departamento de ESHQ treinaria a média gerência e esta seria responsável por multiplicar em sua área.

Segundo Carlos Lima (Técnico de Segurança do departamento de ESHQ) a integração dos sistemas trouxe a grande vantagem de Qualidade, Segurança, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente trabalharem em um único ambiente que chamamos SGI, trazendo economia, rapidez e satisfação de nosso cliente interno final.