O estado de Goiás apresentou um plano voltado ao desenvolvimento do setor florestal, com foco na expansão de florestas plantadas e na atração de investimentos industriais, especialmente nos segmentos de papel e celulose.
A iniciativa consolida diretrizes para ampliar áreas produtivas, fortalecer cadeias já existentes e estruturar condições para a instalação de novas plantas industriais, considerando aspectos logísticos, produtivos e regulatórios.
Entre os fatores destacados estão a infraestrutura de transporte, com integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias, além da disponibilidade de áreas de pastagens degradadas, passíveis de conversão para florestas plantadas com custos competitivos.
Demanda e aplicações do setor florestal
O planejamento considera o crescimento da demanda por produtos de base florestal, como biomassa de eucalipto, madeira e derivados, já utilizados em diferentes segmentos produtivos no estado. O setor também apresenta potencial de inserção em mercados externos, impulsionado pela ampliação do uso de embalagens sustentáveis e pelo aumento do consumo de papel em mercados internacionais.
Além do segmento de papel e celulose, as florestas plantadas têm aplicação relevante no abastecimento da construção civil e de indústrias que utilizam energia térmica em seus processos produtivos, ampliando o escopo da cadeia florestal.
Medidas estruturantes previstas
O plano contempla ações voltadas à facilitação do acesso ao crédito, à redução de entraves administrativos no licenciamento ambiental e à ampliação da previsibilidade regulatória, fatores considerados essenciais para viabilizar novos projetos no setor florestal.
Representantes do setor produtivo avaliam que a consolidação dessas diretrizes pode contribuir para a organização do ambiente de negócios e para a atração de empreendimentos de médio e grande porte.
Panorama do setor florestal em Goiás
Atualmente, Goiás possui cerca de 123,2 mil hectares de florestas plantadas destinadas à produção florestal. Em 2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 782,6 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O cenário indica potencial de expansão, impulsionado pela demanda crescente por produtos florestais e pelas condições edafoclimáticas do Cerrado, aliadas à disponibilidade de áreas anteriormente ocupadas por pastagens degradadas.
Contexto nacional do setor
No cenário nacional, a produção florestal brasileira alcançou R$ 44,2 bilhões em 2024, de acordo com o IBGE. A cadeia produtiva envolve madeira, papel, biomassa, lenha, carvão vegetal e outros derivados, atendendo desde indústrias de base até setores intensivos em consumo energético.
Esse desempenho evidencia a relevância econômica da silvicultura e seu papel na diversificação da matriz produtiva nacional.
Referências a experiências consolidadas
Iniciativas semelhantes de organização territorial e logística já foram adotadas em outros estados, com foco na concentração de florestas plantadas, unidades industriais e corredores de escoamento. Esses modelos têm sido utilizados como referência para o planejamento de novas áreas de expansão do setor florestal no país.
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Fonte: Agrofy News. Goiás lança plano para atrair indústrias de papel e celulose. Acesso em 21 de janeiro de 2026.
