Na terça-feira (05/10), o ministro do MCTI, astronauta Marcos Pontes, recebeu o ministro de Meio Ambiente, Joaquim Leite, para apresentar medidas desenvolvidas com apoio do MCTI para o monitoramento e adaptação às alterações do clima no país. As entregas são realizadas dias antes da COP-26, reunião de 197 nações para debater as mudanças climáticas e fazem parte do ciclo de entregas dos 1000 dias de governo.

Marcos Pontes destacou que a importância destas ferramentas não só para o Brasil, mas para todo o Planeta. “Do ponto de vista de astronauta aqui, eu vejo o planeta como uma espaçonave só, toda conectada, então a gente tem que conectar esses dados com outros países para que eles tenham sistemas semelhantes que possam conversar entre si nos diversos módulos dessa espaçonave para que a gente possa tomar decisões baseadas em dados reais, científicos do planeta inteiro e não só um apontando o dedo para o outro”.

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, ressaltou a importância do trabalho em conjunto para o desenvolvimento de ações que possam reduzir os impactos ambientais no país. “Nós somos parceiros em várias atividades e uma delas é essa de como criar uma política de clima para o Governo Federal e o inventário apresentado hoje é bastante importante. Nós vamos poder olhar, estado por estado, como que a gente pode criar uma nova economia verde”. Joaquim Leite deu mais detalhes do programa. “Nós temos um programa de economia verde que estamos desenvolvendo em conjunto com o Governo Federal. A ideia é criar um programa nacional de crescimento verde e nada melhor do que ter informações da melhor ciência e gerar novos empregos e empregos verdes para o Brasil”.

SINAPSE MCTI

A primeira entrega durante a live foi do Simulador Nacional de Políticas Setoriais e Emissões (SINAPSE MCTI) que é uma ferramenta do oficial do Governo Federal inédita do país para projeção de cenários de implementação de políticas públicas setoriais com potencial de redução de emissões de gases efeito estufa (GEE). O SINAPSE MCTI é resultado de uma parceria do MCTI com os institutos de pesquisa WRI Brasil e Energy Innovation. “É uma plataforma com uma quantidade de dados científicos importantes onde a gente pode simular o que a gente pode fazer para atingir as metas que o presidente Jair Bolsonaro colocou para que a gente equilibrasse as emissões em 2050”, explicou o secretário de Pesquisa e Formação Científica (SEPEF) do MCTI, Marcelo Morales.

AdaptaBrasil MCTI

A entrega mais importante do MCTI foi o anúncio da ampliação da plataforma AdaptaBrasil MCTI que passará a abranger todos os municípios do país. A AdaptaBrasil foi desenvolvida em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ambas instituições vinculadas ao ministério.  A plataforma integra informações que permitem avaliar o avanço das análises dos impactos da mudança do clima, observados e projetados no território nacional.

O coordenador-geral de Ciência do Clima e Sustentabilidade (CGCL) da SEPEF do MCTI, Márcio Rojas, explica qual a funcionalidade da plataforma. “Fundamentalmente o AdaptaBrasil serve para tomada de decisão com relação a adaptação climática. A ideia é que nos ofereça uma série de informações com relação aos impactos das mudanças climáticas com base não só em indicadores do momento atual, mas também com base em cenários projetados para o futuro, 2030, 2050 em uma situação de otimismo e em uma situação de pessimismo”. Rojas reforça também para quem a informação da plataforma pode ser útil. “A ideia aqui é oferecer conhecimento para que os mais diversos atores da sociedade, não só gestores subnacionais como governadores ou prefeitos, mas também para a iniciativa privada e pesquisadores”.

Inventário Nacional de Emissões e Remoções de GEE

Outra entrega importante do MCTI para as questões climáticas foi a do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases Efeito Estufa que agora será separado por estados. A elaboração do documento foi coordenada pelo MCTI e o objetivo é compartilhar informações técnico-científicas produzidas no âmbito da Quarta Comunicação Nacional (4CN) do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança Climática (UNFCCC, sigla em inglês). O envio do documento para a UNFCCC faz parte de um compromisso assumido pelo governo brasileiro ao ratificar a adesão à convenção do clima da ONU em 1994.

O secretário da SEPEF, Marcelo Morales, destaca que o Brasil fez a sua parte frente à convenção e agora dispõe os dados de cada estado. “Nós entregamos pela primeira vez no prazo no ano passado. Agora é um inventário nacional. Faltava a gente saber o que acontece em cada unidade da federação e é isso que nós fizemos. Nos debruçamos sobre os dados, nossa coordenação do clima, e agora nós temos os dados das emissões e remoções estadualizadas fazendo com que incentive todos os estados  na agenda sobre mudanças climáticas e o que cada estado pode fazer para mitigar e diminuir essas emissões e também aumentar as remoções”.

Conheça as ferramentas:

SINAPSE MCTI: www.gov.br/mcti/sinapse

Adapta Brasil: https://adaptabrasil.mcti.gov.br/

Inventário Nacional: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/emissoes/emissoes-por-unidade-federativa

GOV.BR – “Ministério lança ferramentas para controle e adaptação às mudanças climáticas” – Veja a notícia na íntegra aqui.

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